Na jornada, abordou-se o processo de reabilitação das habitações em Espanha e a necessidade de uma modificação da normativa para acelerar os trâmites burocráticos e reduzir os prazos nas solicitações urbanísticas, beneficiando assim a chegada dos Fundos Europeus que ajudam a financiar o processo.
“Em Espanha há um parque habitacional muito antigo com uma eficiência energética muito baixa, com cerca de 10 milhões de lares construídos antes de 1970. Ao ritmo atual de 30.000 reabilitações anuais, precisaríamos aproximadamente de 340 anos para completar esta transformação na sua totalidade”, explicou José Luis Morales, que também ressaltou “a má situação em que nos encontramos, porque temos três anos para gastar os Fundos de Recuperação Europeus e, tendo consumido metade do prazo, ainda estamos vendo como começar”.
Os participantes enfatizaram a necessidade de continuar avançando em matéria de sustentabilidade dentro do setor. Concretamente, “das 30.000 reabilitações que se realizam a cada ano, apenas 10.000 têm algum componente relacionado com a eficiência energética”, comentou José María García.
“Como setor, temos a capacidade para informar as pessoas sobre as vantagens da reabilitação e sobre os benefícios do financiamento Europeu, essa conscientização servirá para acelerar a transformação, e ativar a economia e o emprego dentro do setor”, indicou José Luis Miró.