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Não se trata de substituir o comércio, mas de criar uma experiência mais agradável: quem se sente bem num espaço tende a permanecer mais tempo, a voltar e a recomendá-lo.
Os centros comerciais estão a evoluir. Longe de serem apenas espaços destinados ao consumo, as alterações climáticas e as novas necessidades das cidades estão a impulsionar uma transformação no seu papel, tornando-os locais capazes de oferecer conforto, segurança e bem-estar às pessoas.
Esta é a ideia central da reportagem "A transformação silenciosa dos centros comerciais em refúgios climáticos", publicada na revista *Centros Comerciales*, que conta com a participação de Mariano A. Pucheta, Diretor de Sustentabilidade e ESG da Almar Consulting, juntamente com outros especialistas do setor.
O conceito de refúgio climático vai muito além de apenas oferecer climatização. Passa pela criação de espaços acessíveis onde qualquer pessoa possa permanecer confortavelmente durante episódios de calor extremo, graças a zonas de descanso, pontos de hidratação, sombra, boa qualidade ambiental e serviços que promovam o bem-estar.
Como sublinha Mariano na reportagem, o desafio não é substituir a função comercial do centro comercial, mas sim alargar o valor que este acrescenta à cidade.
Esta transformação começa no próprio projeto arquitetónico. A incorporação de vegetação, percursos sombreados, praças cobertas, materiais com melhor desempenho térmico ou sistemas de gestão inteligentes permite criar edifícios mais eficientes, resilientes e preparados para enfrentar as novas condições climáticas.
Além disso, outras instalações, como hospitais, aeroportos e bibliotecas, já demonstraram que a qualidade ambiental, a gestão dos espaços e o conforto dos utilizadores são fatores essenciais para melhorar a experiência de quem os utiliza. Os centros comerciais têm hoje a oportunidade de incorporar estas aprendizagens e de se consolidarem como verdadeiras infraestruturas de bem-estar urbano.
Na Almar Consulting, entendemos que a sustentabilidade não consiste apenas na redução do impacto ambiental dos edifícios, mas também na conceção de espaços capazes de melhorar a vida das pessoas e de responder aos desafios do futuro. A evolução dos centros comerciais para refúgios climáticos representa uma nova forma de conceber a arquitetura: mais resiliente, mais humana e mais comprometida com as cidades.
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